Por Jr. Balby
O ATO MÉDICO ganhou força nas redes sociais. Mas, uma triste constatação: pouca gente sabe ou confunde "o que é" o Ato Médico.
Simplesmente, é um projeto de Lei para regulamentar as atividades que são ou não médicas. Simples, não? Regulamentação, Lei. Só isso.
Pense bem: porque não regulamentar em forma de Lei uma profissão que cuida de vidas? Da sua vida? Como projeto de Lei, cada item será revisado até a redação final, para saber quais SÃO ou NÃO as atribuições de um e outro profissional de saúde.
Muita gente está confundindo regulamentação com "monopólio" da medicina. Não fiquem preocupados, o médico não vai sentar ao lado do paciente no divã e fazer a função do psicólogo. Nem vai para a sala de fisioterapia no pós-operatório substituir o fisioterapeuta. Mas, será motivo de preocupação, se o psicólogo ou o fisioterapeuta quiserem receitar remédios, como exemplos básicos. Regulamentação. Nada mais. Toda profissão deveria ter.
Um bom lembrete do que significa a importância de instituir regras é o debate do "ser" jornalista: todo brasileiro, que sabia ler e escrever, achava que já era jornalista. Agora, veja, em um país de poucos leitores, quem tiver um lápis sabe fazer reportagem? E quem disse que realmente a maioria do povo sabe ler? Ler não é só saber juntar as letrinhas, é interpretá-las também. O que dirá fazer reportagens. O chamado "ser" jornalista.
Sem regulamentação, a bola de neve só tem a aumentar. Daqui a pouco, açougueiro vai para a sala de cirurgia dizendo que é médico, só porque sabe cortar carne. O hospital vai virar feira livre? Este é o, verdadeiro, significado do "ser contra o Ato Médico". Quem quiser contribuir com o projeto de Lei, pode se juntar ao respectivo Conselho Federal e, juntos, podem lutar por aquilo que acreditam ser da sua função e não do médico. Agora, dizer que é "contra" o Ato Médico é, no mínimo, falta de leitura e/ou de interpretação de texto. Assim, não podem ser nem médicos, nem jornalistas.
Saiba mais sobre Ato Médico:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_m%C3%A9dico
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A VERDADEIRA ESCOLHA
Por Jr. Balby
Durante a campanha de 2010 para presidência, ouviu-se mais insultos e denúncias que propostas. Nem precisava fazê-los, o povo já sabe, pois conhece o próprio quintal. E, ainda que a discussão de todos se volte para Serra ou Dilma, PSDB ou PT, não é essa a verdadeira escolha. O que se está escolhendo é entre melhorias ou estagnação. Mas, ao fim de mais um turno, não foi a glória das promessas que se viu, mas, sim, a tristeza das agressões.
O povo não quer lembrar da corrupção, da bandalheira histórica ou dos atos secretos. Já parece tão inato, que já nem é o foco. O povo só quer ser ouvido. Ser lembrado. Não adianta blasfemar um contra o outro. O que o povo precisa é atenção. O que o povo precisa é ouvir que a seca do nordeste vai diminuir com as irrigações do solo, que as famílias pobres receberão grãos para plantar, comer e vender.
O que o povo quer é saber daquela gente que tá embaixo das pontes à deriva, mais parecendo ratos que gente. O que o povo quer é ver seus filhos estudando em colégio público com dignidade, com cadeiras confortáveis, livros, papel e caneta e, principalmente, professores bem pagos e valorizados pra ensinar.
Que o transporte coletivo será mais barato e não um sinônimo de humilhação, onde em vez de homem, hoje, é preciso ser macaco pra se pendurar às portas, chegar ao trabalho atrasado e, ao fim do expediente, voltar pro barraco sem inspiração.
O salário mínimo é minúsculo. Com R$ 510 reais (quinhentos e dez reais), uma família de quatro pessoas mal pode fazer a mercearia do mês, pagar água e luz. Mas que água e luz serão pagas, se não há casa pra pagar aluguel? E os remédios pros meninos doentes? Em um cálculo rápido, o mínimo justo seria de R$ 1500 (mil e quinhentos reais). Absurdo? Não...necessário. A comida, a bebida, a moradia, a roupa, o transporte, o remédio, tudo é caro. Da onde vai sair o dinheiro? Das cuecas, malas e meias já seriam um começo.
Quem vencer deve ter um nó na garganta ao ver tanta miséria. Olhar em volta tantos pedintes velhos, adultos, jovens e crianças no sinal de trânsito, nos estacionamentos ao ar livre, nas portas de supermercados. Quem vencer deve temer a violência e a falta de liberdade pra ir ao parque da esquina ou até mesmo pra respirar, pondo-se no lugar do cidadão comum, que não anda com escolta de batedores e seguranças a tira-colo.
A discussão ainda é entre Dilma e Serra? Parece que não. A discussão é quem tá a passeio e quem vai fazer de verdade. Quem vai ficar sentado de enfeite e quem vai viajar pelo Brasil e ver todas as mazelas, cuidar das feridas, torcer para que cicatrizem. Não vai ser fácil.
Não importa quem vencer. Ou, pelo menos, não deveria importar. Porque quem vencer, tem que cumprir as suas promessas e as do concorrente, além de ouvir pedidos que apareçam no caminho. É obrigação. Não é favor. Independente de Serra ou Dilma. A verdadeira escolha está no coração de quem vencer. Quem pegar aquela faixa verde amarela, que o faça com amor e respeito, coloque-a no peito e diga: eu vou fazer.
E, enquanto todos disserem que, tudo isso, é “utopia”, ainda vai ser preciso continuar sonhando.
Durante a campanha de 2010 para presidência, ouviu-se mais insultos e denúncias que propostas. Nem precisava fazê-los, o povo já sabe, pois conhece o próprio quintal. E, ainda que a discussão de todos se volte para Serra ou Dilma, PSDB ou PT, não é essa a verdadeira escolha. O que se está escolhendo é entre melhorias ou estagnação. Mas, ao fim de mais um turno, não foi a glória das promessas que se viu, mas, sim, a tristeza das agressões.
O povo não quer lembrar da corrupção, da bandalheira histórica ou dos atos secretos. Já parece tão inato, que já nem é o foco. O povo só quer ser ouvido. Ser lembrado. Não adianta blasfemar um contra o outro. O que o povo precisa é atenção. O que o povo precisa é ouvir que a seca do nordeste vai diminuir com as irrigações do solo, que as famílias pobres receberão grãos para plantar, comer e vender.
O que o povo quer é saber daquela gente que tá embaixo das pontes à deriva, mais parecendo ratos que gente. O que o povo quer é ver seus filhos estudando em colégio público com dignidade, com cadeiras confortáveis, livros, papel e caneta e, principalmente, professores bem pagos e valorizados pra ensinar.
Que o transporte coletivo será mais barato e não um sinônimo de humilhação, onde em vez de homem, hoje, é preciso ser macaco pra se pendurar às portas, chegar ao trabalho atrasado e, ao fim do expediente, voltar pro barraco sem inspiração.
O salário mínimo é minúsculo. Com R$ 510 reais (quinhentos e dez reais), uma família de quatro pessoas mal pode fazer a mercearia do mês, pagar água e luz. Mas que água e luz serão pagas, se não há casa pra pagar aluguel? E os remédios pros meninos doentes? Em um cálculo rápido, o mínimo justo seria de R$ 1500 (mil e quinhentos reais). Absurdo? Não...necessário. A comida, a bebida, a moradia, a roupa, o transporte, o remédio, tudo é caro. Da onde vai sair o dinheiro? Das cuecas, malas e meias já seriam um começo.
Quem vencer deve ter um nó na garganta ao ver tanta miséria. Olhar em volta tantos pedintes velhos, adultos, jovens e crianças no sinal de trânsito, nos estacionamentos ao ar livre, nas portas de supermercados. Quem vencer deve temer a violência e a falta de liberdade pra ir ao parque da esquina ou até mesmo pra respirar, pondo-se no lugar do cidadão comum, que não anda com escolta de batedores e seguranças a tira-colo.
A discussão ainda é entre Dilma e Serra? Parece que não. A discussão é quem tá a passeio e quem vai fazer de verdade. Quem vai ficar sentado de enfeite e quem vai viajar pelo Brasil e ver todas as mazelas, cuidar das feridas, torcer para que cicatrizem. Não vai ser fácil.
Não importa quem vencer. Ou, pelo menos, não deveria importar. Porque quem vencer, tem que cumprir as suas promessas e as do concorrente, além de ouvir pedidos que apareçam no caminho. É obrigação. Não é favor. Independente de Serra ou Dilma. A verdadeira escolha está no coração de quem vencer. Quem pegar aquela faixa verde amarela, que o faça com amor e respeito, coloque-a no peito e diga: eu vou fazer.
E, enquanto todos disserem que, tudo isso, é “utopia”, ainda vai ser preciso continuar sonhando.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
LIVRO GUIMARÃES- 250 ANOS
quarta-feira, 11 de março de 2009
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
LE BARON 4
LE BARON 5
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
LE BARON 2
LE BARON 1
LE BARON 3
terça-feira, 4 de março de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
TIM - LANÇAMENTO
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
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